Corpo encontrado boiando no lago de Palmas aguarda mais de 4 horas para ser removido pelo Serviço de Verificação de Óbitos
O corpo de um homem encontrado boiando em uma vazante na Ponte Siqueira Campos gerou repercussão na tarde desta sexta-feira em Palmas devido à demora para a remoção do cadáver, que levou mais de quatro horas após a liberação da Perícia Criminal.
De acordo com informações apuradas pela reportagem, o corpo foi localizado por volta das 17h na primeira vazante da avenida, no sentido da capital para Paraíso do Tocantins. Logo após as 18h, equipes da Polícia Científica do Tocantins estiveram no local, realizaram os procedimentos periciais e liberaram o corpo para recolhimento.
Apesar da liberação ainda no início da noite, a remoção ocorreu apenas após as 22h, quando uma equipe do Serviço de Verificação de Óbitos do Tocantins (SVO) chegou ao local. O órgão é responsável pela investigação de causas de mortes naturais ou mal definidas.
A demora no recolhimento gerou transtornos tanto para familiares quanto para os órgãos que atenderam a ocorrência. Durante todo o período, equipes da Polícia Militar do
Tocantins e da Guarda Metropolitana de Palmas permaneceram no local aguardando a retirada do cadáver.
O que diz o Governo
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde disse que, "em relação à ocorrência do corpo encontrado na região da Ponte Siqueira Campos, em Palmas, o Serviço de Verificação de Óbitos do Tocantins (SVO/TO) seguiu todos os procedimentos técnicos e legais estabelecidos. Após a localização do corpo, a área foi preservada para análise pericial, que é essencial para determinar possíveis causas externas de morte, como acidentes ou violência".
"A remoção do corpo, conforme a Pasta, "foi condicionada à formalização do Boletim de Ocorrência (BO), que é necessário para o registro oficial e o acionamento das equipes de remoção. No caso em questão, a Polícia Militar registrou o BO na delegacia, já que não havia responsável legal presente e logo após, a equipe do SVO foi acionada e realizou a remoção em tempo hábil, sempre respeitando os procedimentos necessários para não comprometer a investigação".
"Após a remoção, foram identificadas evidências que indicavam uma possível causa externa de morte, o que levou ao encaminhamento do corpo ao Instituto Médico Legal (IML) para perícia".
O Governo disse também, que "as Secretarias da Saúde e Segurança Publica reforçam que o SVO e o IML têm atribuições distintas: enquanto o SVO investiga mortes naturais sem diagnóstico definido, o IML se encarrega das mortes violentas ou suspeitas. A colaboração entre os órgãos garante que cada caso seja tratado de maneira adequada".
Por fim, "as pastas reafirmam o compromisso com a transparência e a responsabilidade na investigação das causas de morte, assegurando que todos os protocolos sejam cumpridos rigorosamente".
*Matéria atualizada às 17h44 com o posicionamento do Governo.